Conecte-se Conosco

WEB RADIO DESTAQUE DO IVAÍ



 

Cidades

Arapongas – Juiz aposentado é alvo de operação que apura venda de sentenças

Publicado

em

Um juiz aposentado, um ex-assessor jurídico e empresários foram alvos de uma operação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) que apura a prática de compra de sentenças no Poder Judiciário de Arapongas em benefício de uma organização criminosa.

A ação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (22), em imóveis localizados em Arapongas e Rolândia, ambas as cidades no norte do Paraná. Ninguém foi preso.

Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, celulares, notebooks e documentos. A operação recebeu o nome de Thêmis.

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) informou que não vai se manifestar.

Em um dos endereços, foram apreendidos quase dois mil dólares em dinheiro, além de seis armas de diferentes calibres.

De acordo com a investigação, cinco armas estavam com o registro vencido e, a outra, não tinha. Um inquérito foi aberto para apurar a situação das armas.

Investigações
As investigações do Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria) apontam que o juiz aposentado, que à época era titular da 2ª Vara Cível e da Fazenda Pública de Arapongas, controlava e organizava as práticas ilegais.

Os fatos investigados ocorreram de 2009 até meados de 2017. Conforme a promotoria, o juiz investigado está aposentado desde 2019.

Conforme o Gepatria, o assessor do magistrado atuava como operador do esquema, elaborando e corrigindo manifestações e laudos, e também orientando os demais integrantes em trabalho ilícitos de assessoria jurídica.

“Esses atos teriam sido cometidos pelo magistrado para beneficiar pessoas físicas e jurídicas com as quais mantinha relação pessoal, bem como de agentes públicos a ele subordinados que também participariam do esquema”, explicou o promotor Renato de Lima Castro.

Ainda de acordo com o Gepatria, o ex-assessor jurídico investigado também era responsável por elaborar minutas de sentenças favoráveis aos interessados. Isso, ainda segundo o MP-PR, ocorria com o consentimento do magistrado, que atualmente está aposentado.

Outro investigado seria um avaliador judicial, tinha o papel de “operador comercial” no esquema, era responsável pela articulação do grupo criminoso com eventuais interessados em aderir aos acordos de corrupção.

Um outro empresário, suspeito de ser o intermediador das negociações do grupo, disfarçando os atos ilícitos e os autores, também é investigado.

O Ministério Público detalha que o esquema contava ainda com uma pessoa que agia como depositário judicial, buscava recursos ilícitos por meio do depósito judicial de veículos apreendidos em processos de alienação fiduciária em garantia.

O Gepatria investiga a participação de mais empresários e empresas de Arapongas. Ainda não há um levantamento de quantas sentenças foram comercializadas pelo grupo investigado.

As investigações correm sob sigilo porque envolvem medidas como interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça.

Anúncio

 

 

Instagram

CBX Insta Photos: Possible list of errors

  • Error retrieving data

Follow Me on Instagram

Facebook

Mais lidas

Copyright © 2019 - Grupo EDA **** CNPJ: 35.301.283/0001-96 **** www.grupoeda.com.br ****Contato: 43 9818-7783 ****

RSS
Follow by Email