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Curitiba – Maquinista diz à polícia que tentou evitar acidente entre trem e micro-ônibus que matou uma mulher

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O maquinista do trem que se envolveu em um acidente com um micro-ônibus, em Curitiba, disse à Polícia Civil que tentou evitar a batida que matou uma mulher e feriu outras cinco pessoas.

O acidente aconteceu na madrugada desta terça-feira (20), no bairro Cajuru. O condutor do trem prestou depoimento na Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran) no mesmo dia.

À polícia, o homem disse que estava a uma velocidade de, aproximadamente, 42 quilômetros por hora e afirmou que 200 metros antes do cruzamento onde houve a batida, acionou a buzina por três segundos.

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Em depoimento, o maquinista disse que viu o micro-ônibus se aproximar, sem demonstrar que pararia. Ele afirmou que buzinou mais uma vez, 100 metros antes do cruzamento, e manteve a buzina pressionada até o momento da batida.

O trabalhador também disse à polícia que acionou os freios de emergência, 30 ou 40 metros antes do cruzamento, mas destacou que, por causa do peso do trem, só conseguiu parar 200 metros depois.

O delegado Edgar Santana disse que ainda pretende ouvir o motorista do micro-ônibus, os passageiros e testemunhas.

Alem disso, serão feitas pericias nos veículos. A Polícia Civil informou analisa um documento repassado pela empresa Rumo, responsável pelo trem, com registros de todas as ações da locomotiva até o horário do acidente.

“Servirá, de forma, substancial, para que a Polícia Civil possa entender a dinâmica do acidente. A velocidade do veículo, as buzinas que foram efetuadas, as frenagens durante o trajeto”, disse o delegado.

Acidente
Segundo a polícia, no micro-ônibus, estavam oito passageiros, todos funcionários de uma fornecedora de peças de uma montadoras de veículos.

O Corpo de Bombeiros informou que o motorista manobrou para evitar que o micro-ônibus tombasse depois da batida. Ele cruzou a rua e, então, atingiu uma casa.

“A gente escutou um barulho muito forte, balançou a casa. Daí, a gente veio para fora. Só tinha poeira e o acidente”, disse Juliana Venâncio Inácio, moradora da residência atingida.

Ninguém que estava na casa se machucou.

A passageira Sirlei Mendes dos Santos, de 41 anos, morreu antes de ser socorrida. Segundo o Corpo de Bombeiros, ela estava sentada do lado do micro-ônibus que foi atingindo pelo trem.

“Nós estamos terrivelmente abalados com toda essa situação, com essa fatalidade. Queremos agradecer a solidariedade dos amigos, dos irmãos, que têm demonstrado um carinho e um afeto nesse momento tão difícil que estamos passando”, afirmou o irmão de Sirlei, Cidinei Santos Mendes.

Outras cinco pessoas ficaram feridas, entre elas, o motorista do micro-ônibus. Todos os feridos receberam alta do hospital.

Trecho perigoso
O cruzamento onde aconteceu o acidente é bastante movimentado, e moradores da região afirmam que, no trecho, os carros costumam acelerar para passar antes do trem. Segundo os vizinhos, é possível ouvir a buzina de longe.

“Faz um barulho tremendo. Eu moro aqui há 31 anos. Toda vez que ele [trem] passa, eu acordo”, disse Nelson Viana, morador da região.

Frequência de acidentes
De acordo com o Corpo de Bombeiros, Curitiba registrou 17 acidentes envolvendo trens em 2020. Isso significa um aumento de 30% nesse tipo de acidente na comparação com todos os meses de 2019.

Só em setembro deste ano, foram cinco acidentes com trem.

Do total de 17 acidentes, oito foram no Cajuru – no local onde ocorreu a batida desta terça-feira – e outros quatro foram no Uberaba, no cruzamento da Rua Rozália Tatarin com a Rua Guilherme Walter Lowry.

Ainda conforme o levantamento feito pelos bombeiros, ao somar os acidentes de janeiro de 2019 até esta terça-feira, são 30 ocorrências envolvendo trens, incluindo atropelamentos.

A Prefeitura de Curitiba disse que estuda, em conjunto com a Rumo, melhorias na sinalização, e afirmou que as travessias com linhas férreas que existem atualmente estão bem sinalizadas.

De acordo com Código de Trânsito Brasileiro, os trens têm preferência de passagem nos cruzamentos.

O que dizem os envolvidos
A empresa Rumo, responsável pelo trem, disse que lamenta o fato e que apurações iniciais da equipe técnica apontaram que a imprudência do motorista do micro-ônibus foi a principal causa do acidente.

A Vanstour, que é a empresa responsável pelo micro-ônibus, informou que lamenta o ocorrido e que colaborará com as investigações. Ressaltou a “insegurança habitual do cruzamento onde ocorreu o acidente, já conhecido como perigoso pelo alto índice de ocorrências anteriores e pela precária sinalização”.

Um dos donos da empresa também disse que nunca recebeu reclamações sobre a conduta do motorista.

A SMP Automotive, empresa que fornece peças para montadoras de veículos, informou que lamenta a morte da colaboradora e disse que está dando suporte à família. A Volkswagen também declarou que lamenta o ocorrido.

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