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Russomanno diz que ditadura foi só ‘um governo militar’

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O deputado federal Celso Russomanno (Republicanos), candidato à Prefeitura de São Paulo minimizou na tarde desta quarta-feira, dia 14, em entrevista dada ao SBT, a ditadura militar que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985. O parlamentar evitou falar com todas as palavras que o regime foi, de fato, uma ditadura, limitando-se a dizer que foi um “governo militar”. A afirmação está alinhada com falas de seu cabo eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro, que enaltecem o período.

“Ditadura, eu acredito, é o que a gente vive nos países em que a gente não pode entrar ou sair do país, que o seu passaporte é cassado. Isso é uma ditadura. Nós vivemos aqui um governo militar sem dúvida nenhuma”, afirmou o deputado.

O candidato das eleições 2020 também disse que as Forças Armadas cuidam dos Três Poderes do regime democrático.

“Lembrem-se que, na década de 1960, as donas de casa saíram às ruas batendo panelas pedindo para que os militares assumissem o poder. Isso não faz parte da minha vida porque eu era garotinho naquela época, mas eu tenho certeza que a democracia se constrói com a liberdade que nós temos hoje. E é isso que nós temos que preservar, e vamos preservar, a manutenção das três forças: Executivo, Legislativo e Judiciário, cuidados pela Marinha, Exército e Aeronáutica”, concluiu.

Na mesma entrevista, foi perguntado se não foi preconceituoso ao sugerir que moradores de rua adquiriram imunidade contra o coronavírus porque não tomam banho todos os dias. Ele afirmou que a Prefeitura não dá aos moradores de rua a possibilidade de tomar banho diariamente e afirmou que sua fala foi tirada de contexto “para fazer sensacionalizmo”.

“O que eu estava discutindo era que a ciência precisa estudar muito ainda a covid para entender por que (motivo acontece de), onde existe aglomeração, onde as pessoas da periferia estão aglomeradas em pequenas moradias com cinco, seis, dez pessoas e não contraem a doença… Por que os moradores tem casos pontuais e se alardeava – isso que eu dizia no contexto – que quando a covid chegasse no Brasil, ela atacaria de pronto a cracolândia e os moradores de rua. E isso não aconteceu”, afirmou na entrevista.

“Então, no contexto da história, onde eu discutia que a covid precisa ser mais estudada, inclusive pelos cientistas, para explicar esses fenômenos, é que sacaram no meio do caminho a frase ‘Celso Russomanno diz que moradores de rua não tomam banho’. Eu disse que eles tinham dificuldade de tomar banho, que eles não tinham estrutura nenhuma”, acrescentou.

Mais cedo, o candidato havia feito uma ligação entre a falta de banho e uma eventual imunização contra a doença – uma tese sem respaldo na ciência, de acordo com infectologista ouvido pela reportagem.

“Eu estava fazendo uma consideração de que a ciência tem que explicar por que que eles (os moradores de rua) são imunes. Talvez porque tenham mais resistência, só por isso, era isso que eu queria falar. Eles têm mais resistência que a gente. O que eu disse, e volto a repetir, é que se alardeava – e eu começo falando isso – que os moradores e rua e que a cracolândia seriam dizimados , seriam exterminados pela covid-19. E não foi o que aconteceu”, afirmou, na saída de um almoço com associações e empresários de moda de atacado e de varejo do Brás.

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