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Com tempo seco, Paraná registra mais de 6,4 mil ocorrências de incêndio ambiental desde início do ano

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O tempo seco tem favorecido o aumento de queimadas no Paraná. Conforme o Corpo de Bombeiros, do início do ano até esta segunda-feira (3), foram 6.417 ocorrências de incêndio ambiental no estado.

A média é de quase 30 ocorrências atendidas pelos bombeiros por dia. Em 2019, no mesmo período, foram 5.985 ocorrências de incêndio em vegetações.

Os meses de julho e de agosto são considerados os mais críticos em relação às queimadas por causa do auge do inverno que deixa o tempo mais seco – o que favorece a formação de incêndios.

Neste ano, a preocupação é ainda maior devido à severa estiagem que o Paraná vem enfrentando.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, algumas atitudes devem ser evitadas para prevenir as queimadas, como não jogar bitucas de cigarro na vegetação seca e não fazer fogo no quintal de casa ou em terrenos abandonados.

Os bombeiros ainda reforçam que causar incêndios em matas ou florestas, independente de ser uma área de proteção ou não, privada ou pública, é crime. A penalidade para esses crimes é de multa e prisão.

O valor mínimo da multa é de R$ 5 mil e pode chegar até R$ 50 milhões, dependendo de quantos hectares foram atingidos.

Quem souber de práticas de queimadas, deve denunciar no telefone 193.

Perigo potencializado nas estradas
As queimadas às margens de rodovia também são um perigo para os motoristas.

Oito pessoas morreram e 21 ficaram feridas em um engavetamento entre 22 veículos na noite de domingo (2), na BR-277, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no sentido litoral do Paraná.

Testemunhas disseram que havia uma queimada perto do local atrapalhando a visão de quem dirigia pela estrada. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiro e também pela PRF, que também falou sobre a intensidade da neblina no trecho.

A Ecovia confirmou que a visibilidade na rodovia ficou prejudicada em função da fumaça gerada por uma queimada fora da faixa de domínio, próximo à BR-277.

De acordo com a concessionária, “isso gerou colisão entre alguns veículos que, em seguida, desocuparam os veículos e permaneceram na rodovia”.

Ainda conforme a empresa, “uma carreta não conseguiu frear e atropelou algumas destas pessoas, colidindo também com alguns veículos que estavam no local”.

Na semana passada, a concessionária informou que tinha atendido a 30 ocorrências de queimadas nos dias anteriores às margens da BR-277. O Corpo de Bombeiros, inclusive, havia sido acionado para atender a um caso de queimada na terça-feira (28) perto da rodovia, em São José dos Pinhais.

Em 2019, de acordo com a Ecovia, 22 ocorrências de queimadas foram atendidas no trecho nesse período do ano. Em 2018, foram 15 ocorrências. Todos os anos, no inverno, a situação se agrava.

‘Túnel’ sem visibilidade
Na quarta-feira (29), quando uma equipe de reportagem do Bom Dia Paraná foi até o trecho da BR-277, já havia queimada na vegetação, que estava provocando fumaça. Veja no vídeo abaixo.

Com nevoeiro e fumaça, a visibilidade fica ainda mais prejudicada nesse ponto da rodovia, como dá para ver na imagem acima feita na manhã desta segunda-feira (2). É como um paredão se formasse no local.

À noite, a visibilidade piora ainda mais. Ou seja, a escuridão, a fumaça e o nevoeiro fizeram com que os motoristas entrassem em uma espécie de “túnel” sem visibilidade.

No começo da tarde desta segunda-feira, a queimada continuava na vegetação às margens da BR-277, mas estava um pouco mais controlada.

Essa área de charco traz a umidade necessária para formar o nevoeiro, ainda mais com o frio da madrugada. Isso sempre acontece nessa região da rodovia. Além disso, o incêndio também não começou agora.

Relatos que chegaram à reportagem dizem que esse incêndio é recorrente e que há flagras de pessoas queimando lixo e até sofás no local. Então, os bombeiros são acionados.

“Os focos de fogo na beira da rodovia podem gerar esse tipo de situação em qualquer rodovia do estado do Paraná e do Brasil. Estamos em um período de estiagem, temos alertado isso todo dia para que a população nos ajude cuidando dessa situação. Nós estamos em um período de seca, uma crise hídrica, mas isso também gera uma vegetação seca – não só nesse local, mas em todo o estado do Paraná. Solicitamos que a população redobre os cuidados, porque nós precisamos desse apoio”, afirmou o tenente dos bombeiros, Samuel Prestes.

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