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Brasil

Família Carbonizada no ABC: Suspeito se entrega e diz que “cansou” de fugir da polícia

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Um dos suspeitos de participar do assassinato de uma família no ABC Paulista se entregou à polícia nesta segunda-feira (10). Segundo a Polícia Civil, Jonathan Fagundes Ramos se apresentou na Delegacia Sede de Praia Grande por volta das 7h20. As informações são do jornal Hoje, da TV Globo

O suspeito informou que estava escondido na casa da mãe que mora no município e que “não aguentava mais viver fugindo da polícia e decidiu se entregar”. Jonathan é irmão de Juliano de Oliveira Ramos Júnior. Ambos são primos de Carina Ramos, namorada de Anaflávia Gonçalves.

O crime cometido no último dia 28 resultou na morte do casal Flaviana e Romuyuki Gonçalves e do filho deles Juan Victor, de 15 anos. Anaflávia, Carina, Jonathan e Juliano são suspeitos no caso. Guilherme Ramos da Silva também foi preso e teria ajudado o grupo.

Jonathan deve ser transferido ainda hoje para uma delegacia de São Bernardo do Campo, onde o caso é investigado.

No depoimento de Anaflávia à polícia, a suspeita afirmou que foi com Jonathan abastecer o carro e encher um galão de gasolina. Ela disse ainda que houve um impasse sobre o local em que os corpos seriam carbonizados.

De acordo com a polícia, todos os quatro suspeitos presos que já foram interrogados negam a autoria dos assassinatos. A investigação deve apurar qual a participação real de cada um no crime depois da reconstituição e quando forem colocados frente a frente. O que todos confirmam é a proposta inicial de roubo.

As namoradas moravam juntas, e a relação com a família, que não vinha bem, piorou quando Anaflávia ganhou um carro e Carina transferiu o documento do veículo para o próprio nome.

Nos depoimentos de Juliano e Guilherme, eles disseram que os planos mudaram por decisão de Carina no momento em que Romuyuki afirmou não ter a senha do cofre. Ambos afirmaram que Carina matou Romuyuki e Juan por asfixia, embora elas tenham dito que ficaram no andar debaixo e não viram os dois serem assassinados.

O grupo deixou o condomínio em dois carros. Levou os corpos do pai e do filho, e Flaviana, ainda viva, no carro da família. De acordo com Juliano, a mulher também foi morta por Carina na estrada deserta antes do carro ser incendiado com a família dentro. Carina nega.

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