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Apagão: operadora de subestação incendiada do AP fala em danos ‘complexos’ e volta da energia ‘o quanto antes’

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A Concessionária Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), que opera sobre a subestação incendiada e que causou o apagão em 13 das 16 cidades do Amapá há 1 semana, se pronunciou nesta segunda-feira (9) sobre o incidente que deixa 89% da população do estado com a energia racionada há 2 dias, sendo que em algumas localidades, a luz sequer retornou.

A empresa detalhou que apura as causas do fogo, iniciado durante uma tempestade com raios, e justificou o porquê da presença dos três transformadores incendiados no mesmo local. Eles eram os únicos responsáveis pela distribuição da energia elétrica para a área atingida.

“Por consequência, o suprimento de energia do Estado, que, por planejamento das entidades competentes, depende exclusivamente das instalações de transmissão da LMTE, acabou sendo temporariamente comprometido”, diz a nota, que não nomeia as “entidades competentes”.

Informou também que nesta segunda retomou cerca de 80% do atendimento total do estado, mesmo com reclamações de moradores de várias cidades sobre a ausência do serviço.

“Os trabalhos de manutenção seguem ininterruptamente em curso para que prontamente seja restabelecida 100% da carga de forma plena o quanto antes”, completa.

Com a falta de eletricidade, houve problemas no fornecimento de água potável e nas telecomunicações, além de filas nos postos de combustíveis e prejuízos ao comércio.

“Imediatamente após a ocorrência, a LMTE formou um grupo de trabalho com governo e órgãos competentes e, apesar da complexidade do sistema que foi afetado, conseguiu restabelecer a energia no último sábado, quando o atendimento chegou a 60% da carga total”, detalha a nota.

O Ministério de Minas e Energia prevê retomada integral da distribuição de energia no próximo fim de semana, mas sem dia definido.

Como a energia chega ao Amapá?
O Amapá é produtor de energia por meio de 4 hidrelétricas instaladas em rios do estado. A produção de cerca de mil megawatts é lançada no Sistema Interligado Nacional (SIN) e redistribuído por meio de leilões em que as distribuidoras fazem a aquisição do que é gerado. O Amapá precisa de 250 megawatts, segundo o governo do estado.

O governo estadual é responsável apenas pela distribuição da energia, por meio da Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), que recebe da empresa transmissora, que é a Linhas de Macapá. Essa empresa privada foi contratada pela União por meio de licitação.

A concessionária era responsável pela operação de três transformadores, sendo que o terceiro deles, o que deveria atuar como backup do sistema, aguardava manutenção há quase um ano. Os outros dois foram afetados pelo incêndio. Apenas um deles foi recuperado.

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