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Três novos filhotes de onças-pintadas são flagrados no Parque Nacional do Iguaçu

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Três novos filhotes de duas onças-pintadas foram flagrados por armadilhas fotográficas do Projeto Onças do Iguaçu, no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Uma das filmagens mostra a mãe Índia encarando a câmera e, em seguida, o filhote macho, com cerca de oito a nove meses de idade.

Pelas imagens, foi possível identificar o sexo apenas desse filhote. Por isso, o projeto Onças do Iguaçu lançou uma votação, nesta segunda-feira (25), para a escolha do nome da nova onça-pintada do parque. O resultado da votação será divulgado na tarde de quinta-feira (30).

Os outros dois filhotes registrados são da onça-pintada Cacira, que já era conhecida pela equipe de pesquisadores. Mas por não conseguirem identificar o sexo, os animais ainda não receberão nomes.

Segundo a coordenadora do Onças do Iguaçu, Yara Barros, ao todo, o bioma da Mata Atlântica conta com cerca de 250 a 300 onças-pintadas. Desse total, 105 delas estão na região do Parque Nacional do Iguaçu, do lado brasileiro e argentino, conforme o último censo.

“Esses filhotes representam esperança, é a manutenção da espécie. Essa é a única população da Mata Atlântica que está crescendo.”

A onça-pintada é o maior felino das Américas e está ameaçada de extinção. Conforme pesquisadores, a preservação da onça garante equilíbrio ecológico na cadeia alimentar.

De janeiro de 2020 até esta segunda-feira (27), contabilizando os filhotes, o projeto registrou seis novas onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu. Os novos animais são identificados por meio de análise das pintas do corpo.

Escolha do nome
O nome do novo filhote terá origem indígena. Os internautas poderão escolher entre Cacique ou Mitacoré, que significa ‘o filho esperado’.

Yara explica que a interação com o público pela escolha do nome é importante, pois assim as pessoas se envolvem e conhecem mais do trabalho de preservação das onças-pintadas.

“Assim as pessoas deixam de ser expectadores e a comunidade passa a participar do processo. Quando participam ativamente, sentem que fazem parte disso e esse é o objetivo. Elas são nossas onças, por isso, temos esse lema, de cuidarmos juntos das nossas onças. Precisamos de toda comunidade para protegê-las.”

Mamães onça
O Projeto Onças do Iguaçu registrou a Cacira, que aparentava ter parido recentemente, em dezembro de 2019. A expectativa de ela ter ficado prenha ocorreu porque a pele do abdômen da onça aparecia flácida nas filmagens, mas nenhum filhote foi registrado desde então.

As imagens dos dois filhotes da Cacira foram vistas apenas neste mês de julho. No vídeo, eles aparecem cheirando a armadilha fotográfica do projeto.

Considerando a data em que ela foi filmada recém-parida, os filhotes devem ter cerca de sete meses de idade.

A Índia foi registrada em outubro de 2019 e, na imagem, parecia estar prenha. Desde então, a equipe do projeto aguardava notícias da onça fêmea, para saber se ela teve filhotes ou não.

Após oito meses com a armadilha fotográfica no parque, as imagens revelaram o novo macho andando com a mãe Índia.

“Ficamos bem preocupados, pois registramos uma fêmea prenha e depois não vimos mais nada. Houve uma preocupação, pois ela poderia ter se deslocado, mas também poderia ter sido morta. Quando vimos o filhote, foi uma alegria imensa”, contou Yara sobre a Índia.

Os pesquisadores do projeto continuarão com as 60 armadilhas fotográficas instaladas, na busca de monitorar os três novos filhotes do parque e os demais animais.

As onças-pintadas podem ter de um a quatro filhotes, sendo mais comum um ou dois. Filhotes de onças, normalmente, ficam com a mãe até cerca de dois anos de idade, quando se separam e vão buscar o próprio território.

O último registro que o projeto havia feito de filhotes foi em 2018, quando a fêmea Atiaia teve três filhotes.

A equipe informou que as armadilhas fotográficas não fizeram nenhum registro de filhotes em 2019.

Preservação da espécie
A população de onças-pintadas na região do Corredor Verde, entre o Brasil e a Argentina, é monitorada através de censos bianuais realizados simultaneamente nos dois países, pelos projetos Onças do Iguaçu e Yaguareté.

Na região do Corredor Verde, entre Brasil e Argentina, o número de onças-pintadas passou de 90 em 2016 para 105 em 2018. A capacidade de suporte estimada para a região é de 250 animais.

O Corredor Verde é o maior núcleo remanescente das sub-populações de onças-pintadas na Mata Atlântica a nível mundial.

Os resultados dos censos indicam que essa é a única população de onças-pintadas da Mata Atlântica que está comprovadamente crescendo, segundo os pesquisadores.

Censo
Desde 2009, especialistas do projeto Onças do Iguaçu realizam um censo da espécie.

No último levantamento, divulgado em novembro de 2019, referente ao resultado de 2018, foram encontradas 28 onças-pintadas no parque.

Segundo a coordenadora do projeto, a princípio, o censo de 2020 está suspenso por causa da pandemia do novo coronavírus, mas a equipe de especialistas continua estudando a possibilidade de realiza-lo no final de 2020 ou adiá-lo para 2021.

De acordo com os dados do último levantamento, o número de onças-pintadas no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, aumentou 27% em dois anos.

Em 2016, havia 22 animais da espécie. Em 2009, eram 11 onças.

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