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Após prisão, Natacha Horana diz que sofreu abuso de autoridade da polícia

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Natacha Horana, bailarina do Domingão do Faustão que foi presa durante uma festa com som alto em Balneário Camboriú, Santa Catarina, por desacato à autoridade e agressão, negou que tenha destratado e agredido a Guarda Municipal (GM). Ao promover e participar da festa, ela teria desrespeitado o decreto municipal que proíbe eventos na cidade, que está em nível gravíssimo de risco para o novo coronavírus.

Em entrevista para a reportagem, Carlos Felipe Guimarães, advogado da bailarina, afirmou que Natacha em momento algum agrediu física ou verbalmente quaisquer dos agentes que ingressaram no apartamento em que ela estava. “Ela sequer participava da reunião que acontecia no apartamento, ela estava em outro cômodo, trancada no quarto e lá permaneceu”, disse ele, acrescentando que ela foi vítima de uma abordagem inadmissível por parte dos agentes. “Esse ingresso ilegal dos guardas municipais na residência caracteriza o crime de abuso de autoridade”, apontou.

O profissional explicou que Natacha e dois amigos alugaram o apartamento para passar o final de semana em Balneário Camboriú. “No domingo, a Natacha estava no quarto dela no apartamento e um desses amigos convidou outros para irem lá. Eram poucas pessoas no local (nem dez, no total) e, sem mais nem menos, os guardas municipais da cidade entraram no apartamento sem qualquer justificativa e sem a permissão de qualquer uma das pessoas que estavam lá alegando que elas estavam desrespeitando o decreto municipal”, disse.

O advogado afirmou que, uma vez que os guardas municipais entraram no apartamento, eles mandaram que todos se apresentassem. “Mas a Natacha estava no quarto e lá permaneceu. Ela foi convidada a sair do quarto por supostamente estar participando dessa reunião (eram poucas pessoas, não era uma festa) e se negou a sair porque não estava cometendo qualquer infração. Por conta da negativa dela, os guardas municipais arrombaram a porta do quarto e a algemaram à força afirmando que ela tinha cometido crime de resistência por não ter aberto a porta e não querer ser conduzida à delegacia por supostamente ser a responsável pelo imóvel e também por desacato”, explicou.

Carlos Felipe destacou que os guardas municipais só poderiam ter entrado no apartamento se houvesse flagrante de delito, que é a ocorrência do crime no exato momento em que ele acontece. “O pretexto [para eles terem invadido o apartamento] foi a ocorrência do crime de infração de medida sanitária por conta da suposta aglomeração. Ocorre que no termo circunstanciado [assinado por Natacha na delegacia] não houve qualquer menção a esse crime, ou seja, os guardas não constaram o crime, não houve flagrante. E se não houve flagrante, o ingresso deles na residência foi ilegal”, afirmou.

O OUTRO LADO
Procurada pela reportagem, Andréa Artigas, Diretora Geral de Comunicação da Prefeitura de Balneário Camboriú, negou as acusações de Natacha e divulgou uma nota oficial sobre o caso.

“Esclarecemos que na noite de domingo,19, chegou aos órgãos de segurança do município a denúncia de que estava ocorrendo uma festa na Rua 2100 com cerca de 30 pessoas. Destaca-se que há vigentes decretos, estadual e municipal, que proíbem aglomerações em Balneário Camboriú e outros municípios catarineses. Decretos restritivos à realização de eventos privados e públicos. Essas medidas embasam as ações dos órgãos de segurança e da fiscalizacão do município de Balneário Camboriú que, por parte da comunidade local, estão recebendo dezenas de denúncias diariamente. Nesse atendimento houve, por parte de uma das participantes da festa, o desacato e uma tentativa de agressão a um servidor público, que teve seu equipamento de trabalho (uma filmadora e um osmo mobile) jogados ao chão. Toda ação foi registrada, do início ao fim, capturadas pelo equipamento de filmagem fixado na farda dos policiais. A ação aconteceu com transparência e foi acompanhada inclusive pelo síndico do prédio. Ressalta ainda que as equipes que conduziram a mulher até a delegacia testemunharam as constantes manifestações de desacato proferidas por ela durante toda a condução”.

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