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Tecnologia

Samsung cresce mais do que concorrentes no mercado de smartwatches

Publicada na última quarta-feira (6), a pesquisa da empresa de análise de mercado Strategy Analytics sobre o ecossistema de dispositivos vestíveis revela que, no terceiro trimestre de 2019 (período entre julho e setembro), o mercado de vestíveis como um todo cresceu 42% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O maior crescimento do período foi o da Samsung, que aumentou em 73% a quantidade de smartwatches vendidos, passando de 1,1 milhão de unidades no terceiro trimestre do ano passado para 1,9 milhão no mesmo período deste ano. Isso fez com que a importância da empresa no mercado mundial de smartwatches aumentasse, e a companhia agora é responsável por 13% de todos os aparelhos deste tipo vendidos no mundo.

Mesmo assim, a empresa ainda está muito longe da Apple, que domina completamente o mercado. Com um crescimento de 51% em suas vendas no terceiro trimestre em relação ao ano passado, a empresa vendeu este ano 6,8 milhões de unidades do Apple Watch, contra 4,5 milhões no mesmo período do ano passado. Esse crescimento fez com que a Apple se tornasse responsável por praticamente metade de todas as vendas de smartwatches que são feitas no mundo, sendo dona de uma fatia global de 48% de todo o mercado para esses dispositivos.

A Fitbit também registrou um crescimento no período, ainda que de apenas 7%, e vendeu 1,6 milhão de unidades durante o terceiro trimestre deste ano, contra 1,5 milhão vendidas no mesmo período do ano passado. Apesar disso, devido ao crescimento massivo da Apple e da Samsung, a empresa perdeu 4% de sua dominância no mercado, passando de possuir uma fatia de 15% do mercado de smartwatches no terceiro trimestre do ano passado para ser responsável por apenas 11% dos aparelhos deste tipo vendidos no mesmo período deste ano.

Ainda que continue dominando o mercado de pulseiras fitness, a marca não tem tido a mesma relevância no de smartwatches e, enquanto ela não possui um produto com qualidade suficiente para brigar com o Apple Watch entre os modelos mais avançados, o Versa Lite também não está sendo bem aceito pelos consumidores que procuram um smartwatch mais básico.

Ainda não há pessimismo com a empresa por parte do mercado devido à recente aquisição da Fitbit pelo Google,o que torna praticamente impossível fazer projeções futuras para suas operações antes de saber quais mudanças o novo dono da Fitbit irá implementar. Mas será preciso agir rápido, já que a marca está rapidamente perdendo mercado para concorrentes como Samsung, Garmin, Huawei e Xiaomi.

Tecnologia

‘Como fazer que as pessoas gostem de mim’ é uma das dúvidas mais buscadas no Google em 2019

Quando você não sabe fazer alguma coisa ou quer saber o porquê de algo, faz o quê? Geralmente, joga no Google (e às vezes até no YouTube). Nesta semana, o buscador divulgou quais foram as maiores dúvidas dos usuários no Brasil.

As principais questões dos brasileiros giraram em torno de três assuntos principais: tecnologia, receitas e educação, mas um deles chamou a atenção justamente porque fugiu dos temas: “Como fazer que as pessoas gostem de mim”. Veja a lista completa da temática “Como fazer”:

  1. Como fazer a inscrição para o Enem 2019
  2. Como fazer ovo de páscoa caseiro
  3. Como fazer que as pessoas gostem de mim
  4. Como fazer ovo de colher
  5. Como fazer figurinhas no WhatsApp
  6. Como fazer uma redação do Enem
  7. Como fazer meu quiz no Instagram
  8. Como fazer geladinho gourmet
  9. Como fazer convite virtual grátis para WhatsApp
  10. Como fazer chocolate quente

Outra lista que mostra os principais questionamentos deste ano é a lista “Por quê?”, também divulgada pelo buscador. Confira:

  1. Por que o WhatsApp parou de funcionar hoje?
  2. Por que são 21 tiros de canhão?
  3. Por que o Japão está na Copa América?
  4. Por que Carlinhos Brown saiu do The Voice?
  5. Por que não comer carne na Sexta-Feira Santa?
  6. Por que Lula foi solto?
  7. Por que ou porque?
  8. Por que Fábio Assunção virou meme?
  9. Por que o Instagram vai tirar as curtidas?
  10. Por que Lula foi preso?
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Tecnologia

Quem visitou meu perfil do Instagram? Site promete ‘dedurar’ stalkers

“Quem visitou meu o Instagram?” Essa é uma curiosidade muito comum entre os usuários. Apesar de mostrar quantas pessoas viram seu perfil, o app não revela o nome dos visitantes por questões de privacidade. Para quem realmente deseja saber essa informação, existem diversas alternativas que prometem revelar os nomes, embora não haja como comprovar a veracidade dos dados. Um deles é o Stalkci, um site que promete dizer quem “stalkeou” seu perfil.

A ferramenta se conecta à rede social e fornece uma lista com as pessoas que visitaram o perfil do dono da conta nas últimas 24 horas. Embora descobrir quem está de olho na sua vida online seja uma proposta tentadora, a curiosidade pode representar riscos à segurança. Isso porque o Stalkci não é um site reconhecido pelo Instagram e, portanto, não há como garantir a privacidade do usuário. Além disso, o app pode banir contas que usam ferramentas extras para conseguir esse tipo de informação.

Para utilizar a plataforma, é preciso informar o nome de usuário e senha do Instagram. Após o login, o Stalkci analisa o seu perfil e informa as pessoas que espionaram suas fotos e vídeos. O site leva em conta os acessos feitos nas últimas 24 horas e, nos testes realizados pelo TechTudo, forneceu uma lista de 30 usuários.

Segundo o Stalkci, a extensão da lista é variável. Em outras palavras, o site pode apontar um número maior ou menor de usuários se a conta em questão for menos ou mais alvejada por stalkers. Aparentemente, não há um critério para a ordenação dos perfis “dedurados”, e não há como saber se a pessoa que figura em primeiro lugar, por exemplo, é mais obsessiva do que a classificada na última posição.

Stalkci é seguro?

É importante ressaltar, porém, que o Instagram não fornece esse tipo de informação, ou seja, não há como atestar a veracidade dos dados indicados no Stalkci. Segundo os termos da rede social, as informações dos usuários cadastrados só podem ser compartilhadas entre empresas do Facebook e com anunciantes, parceiros de mensuração, pesquisadores acadêmicos e autoridades legais, se necessário. Isso aponta para um problema: o Stalkci não tem autorização para ler os dados das pessoas.

No fórum Reddit há relatos de usuários que foram surpreendidos com posts feitos pelo Stalkci nos seus perfis do Instagram. Como a plataforma requer acesso à rede social para revelar os stalkers, ela acaba obtendo uma série de outras permissões no momento em que a pessoa faz login. Curiosos para descobrir os bisbilhoteiros, muitos concedem, sem saber, autorização para que o Stalkci publique conteúdos em seu nome. Nesses casos, é preciso acessar as configurações do Instagram e revogar o acesso de aplicativos de terceiros à conta.

Além disso, o uso de aplicativos que revelam informações como quem visualizou o seu perfil viola os termos de uso do Instagram e o usuário pode ser bloqueado no app temporariamente ou até mesmo definitivamente.

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Tecnologia

Cinco curiosidades sobre o AltaVista, buscador que fez sucesso nos anos 90

O AltaVista, buscador pioneiro na Internet, completa 24 anos de lançamento neste domingo (15). A ferramenta fez muito sucesso em meados dos anos 90, quando o Google pertencia a um futuro não tão distante assim. Com a chegada do atual gigante de buscas, o AltaVista foi perdendo espaço até ser completamente extinto em 2013.

Antes do declínio, porém, o buscador inaugurou uma série de avanços no setor de mecanismos de pesquisa e permitiu que os usuários acessassem muitos conteúdos com uma rapidez sem precedentes até então. A seguir, entenda a trajetória do AltaVista – do nascimento à queda – e conheça cinco curiosidades sobre o “buscador dinossauro”.

1. Significado do nome

“AltaVista” significa “vista de cima”. A inspiração para o nome veio das vistas panorâmicas de Palo Alto, na Califórnia, onde a Digital Equipment Corporation (DEC), empresa que criou o buscador, estava sediada.

2. Criado para demonstrar a performance de um supercomputador

Enquanto o Google nasceu a partir de uma dissertação de doutorado sobre as propriedades técnico-matemáticas da Internet, o AltaVista veio de um teste com o objetivo de provar o desempenho de um supercomputador. Em 1995, cientistas do laboratório de pesquisa da Digital Equipment Corporation criaram o AlphaServer 8400 TurboLaser. Com seu processador de 64 bits, ele poderia pesquisar bancos de dados muito mais rápido que os concorrentes.

Para demonstrar o potencial da máquina, os pesquisadores da DEC conceberam um mecanismo de pesquisa de textos capaz de varrer toda a web. Ainda em 1995, a versão embrionária do buscador realizou sua primeira pesquisa em grande escala, que retornou cerca de 10 milhões de páginas.

Com o resultado, a DEC percebeu que o AltaVista seria o cartão de visitas perfeito para os negócios da empresa. Para isso, porém, ele precisaria sair dos laboratórios e ser oferecido como um serviço público na Internet. Assim, em 15 de dezembro de 1995, após dois meses de testes internos e menos de seis meses depois do início do projeto, o AltaVista foi aberto ao público com um índice de 16 milhões de documentos.

3. Sucesso nos anos 90

O lançamento do AltaVista foi um sucesso: só em 15 de dezembro de 1995, mais de 300 mil usuários fizeram buscas na ferramenta. O buscador era capaz de indexar cerca de dez vezes o número de páginas que os mecanismos de pesquisa concorrentes podiam suportar. Não à toa, a estreia do AltaVista repercutiu na mídia. O jornal The New York Times afirmou que o buscador permitia fazer “pesquisas altamente segmentadas” e ressaltou a velocidade da ferramenta.

Com o AltaVista, os usuários conseguiam acessar muitos conteúdos e com uma rapidez nunca antes vista. Fica fácil entender porque não demorou muito para que o buscador conquistasse toda a Internet, desde pessoas comuns até profissionais da informação. No final de 1996, o AltaVista contabilizava 19 milhões de pesquisas por dia.

4. Pioneirismo no mercado de buscadores

Engana-se quem pensa que o sucesso do AltaVista ocorreu apenas devido à rapidez e qualidade dos resultados. O buscador foi pioneiro no setor de mecanismos de pesquisa e introduziu muitos recursos avançados. Ele foi o primeiro a permitir que os usuários fizessem pesquisas usando uma linguagem natural. Em outras palavras, pesquisar “O que é um aplicativo”, por exemplo, retornaria resultados de pesquisa sobre apps, não sobre as palavras “o que”, “é” e “um”.

Além disso, o AltaVista se destacou por ser o primeiro que aliou a busca de imagens, vídeos e áudio juntamente a conteúdos textuais. A ferramenta também foi a primeira a conseguir traduzir sites inteiros para (e de) inglês, espanhol, francês, alemão, português, italiano e russo. Isso foi feito com o tradutor Babel Fish, que mais tarde se tornaria parte do Yahoo.

5. Motivos para fracasso

O AltaVista começou a entrar em declínio com o lançamento do Google, em 1998, e devido a mudanças na gestão comercial da DEC. A empresa foi adquirida no mesmo ano pela Compaq, que transformou, em 1999, a página simples e objetiva do mecanismo de buscas em um portal desorganizado. Esse afastamento da experiência de pesquisa simplificada do AltaVista fez com que os usuários começassem, pouco a pouco, a recorrer ao Google.

A antiga DEC passou por muitas mãos. Em 2002, a Compaq foi comprada pela HP, que vendeu o AltaVista para a empresa de busca Overture no ano seguinte. Antes da venda, porém, a HP repaginou o buscador, na tentativa de equipará-lo aos concorrentes e voltar à liderança do mercado. “A empresa tentou se tornar um portal tarde demais no jogo e perdeu o foco”, disse Jim Barnett, então CEO do AltaVista em entrevista à revista Wired.

O esforço foi em vão. Em julho de 2003, a Overture foi comprada pelo Yahoo! por US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 6,9 bilhão, em conversão direta). A essa altura, no entanto, o AltaVista já havia sido engolido pelo gigante Google.

Desde que comprou a antiga DEC, o Yahoo! vinha mantendo o buscador em paralelo ao seu próprio serviço de pesquisas. Em 2011, toda a tecnologia de busca criada sob a marca AltaVista foi absorvida pelas buscas do Yahoo. Dois anos depois, a companhia anunciou o fim do “buscador dinossauro”.


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Tecnologia

Fundadores do Google deixam o comando da empresa

Fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin anunciaram a saída de seus postos de comando no grupo Alphabet. Atual CEO do Google, Sundar Pichai acumulará a mesma função na holding.

Até o momento, Page e Brin eram, respectivamente, CEO e presidente da Alphabet, holding criada em 2015 para comandar empresas como Sidewalk Labs, Waymo e Calico, além do próprio Google. Os dois ficarão no grupo como funcionários, além de permanecer no conselho administrativo — onde, juntos, detém 51,3% dos votos. Ou seja, continuarão decisivos na condução dos negócios. Mas o afastamento dos cargos formais tem forte efeito simbólico. 

Numa carta aberta, Page e Brin pouco explicam o motivo da mudança: “Com a Alphabet agora bem estabelecida, e com Google a as ‘Outras Apostas’ operando efetivamente como companhias independentes, é o momento natural de simplificar nossa estrutura de gestão. Alphabet e Google não precisam mais de dois CEOs e um presidente”. O documento se concentra em exaltar os feitos do grupo. É algo previsível em qualquer texto corporativo, e justo quando se trata de uma empresa que, fundada em 1998 por dois estudantes de ciência da computação da Universidade Stanford, tornou-se um império com o terceiro maior valor de mercado do mundo (US$ 892,97 bilhões) — atrás apenas de Apple (US$ 1,173 trilhão) e Microsoft (US$ 1,139 trilhão).

Um trecho do comunicado, no entanto, chama atenção: “Criatividade e desafio se mantêm tão presentes quanto sempre, se não mais, e são crescentemente aplicados a uma varidade de campos, como aprendizado de máquina, eficiência energética e transporte. Todavia, o principal serviço do Google — fornecer acesso à informação de forma neutra, precisa e livre — continua no coração da companhia“. (A tradução e o grifo são nossos). 

Duas décadas atrás, a frase “don’t be evil” (“não seja mau”, em tradução livre) era uma espécie de mantra na empresa de Page e Brin. Estava presente até no código de conduta entregue aos funcionários. Naquele tempo, a Microsoft era acusada de usar a onipresença de seu sistema operacional Windows para esmagar concorrentes, como a desenvolvedora de nagevadores para internet Netscape. A pressão dispersou conforme o fundador, Bill Gates, se afastou do negócio e concorrentes cresceram. 

Em 2018, o Google retirou a frase “don’t be evil” do seu código de conduta. Hoje, enfrenta acusações parecidas com aquelas feitas à Microsoft na virada do século. O Congresso dos Estados Unidos investiga se a Alphabet (ao lado de Facebook, Microsoft e Apple) promove práticas anticompetitivas. Segundo a Anistia Internacional, a empresa (ao lado do Facebook) ameaça os direitos humanos ao monitorar dados pessoais. Fatiar as big techs para desconcentrar poder econômico — como se fez em 1911 com a petrolífera Stardard Oil — tornou-se bandeira na campanha para a Casa Branca, encampada por candidatos como Elizabeth Warren e Bernie Sanders. 

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